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Tratamentos da Mulher

O tratamento da infertilidade da mulher pode ser categorizado em três estágios definidos. Esses tomam a forma de etapas consecutivas. Em muitos casos, a primeira etapa pode ser bem-sucedida, dessa forma não havendo necessidade da segunda e da terceira etapas. Comentaremos cada uma dessas etapas uma após a outra: 

Algumas Informações Básicas sobre os Tratamentos

Os hormônios sob controle do hipotálamo, glândula pituitária e ovários regulam o ciclo reprodutivo feminino. Se este sistema básico de controle não funciona corretamente, a ovulação será objeto de distúrbios ou estará ausente. As desordens ovulatórias são caracterizadas por anovulação (ausência completa de ovulação) ou ovulação infreqüente e/ou irregular.

A Organização Mundial da Saúde  (OMS) adotou uma classificação tratamento-orientada de pacientes anovulatórias: 

  • Pacientes do grupo I têm insuficiência hipotalâmico-pituitária. Elas são amenorréicas (não menstruam) e não têm hormônio folículo-estimulante (FSH) nem hormônio luteinizante (LH).
  • Pacientes do grupo II têm disfunção hipotalâmico-pituitária e apresentam-se com uma variedade de desordens do ciclo, inclusive amenorréia, oligomenorréia (poucos dias de ciclo) e deficiências da fase lútea. Cerca de 97% das pacientes anovulatórias encontram-se neste grupo, inclusive aquelas com síndrome do ovário policístico (SOP), uma condição comumente caracterizada por hirsutismo (grande quantidade de pêlos), obesidade, anormalidades menstruais, infertilidade e ovários aumentados; acredita-se que isto é reflexo da secreção excessiva de andrógeno de origem ovariana), que por sua vez é considerada a causa mais comum de disfunção ovariana. 
A indução da ovulação (IO) tem por objetivo corrigir os desequilíbrios hormonais, possibilitando, quando possível, que ocorra monoovulação (desenvolvimento de apenas 1 ovo). Mais de 80% das mulheres inférteis sem desordens anatômicas são tratadas com sucesso com medicamentos para fertilidade que promovem o crescimento e o desenvolvimento de folículos ovarianos através da estimulação de FSH e LH. 

Os agentes mais comumente usados para a indução da ovulação são: 

  • Citrato de clomifeno, que age no hipotálamo para aumentar a liberação de hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), o qual, por sua vez, estimula a glândula pituitária a liberar FSH e LH.
  • As gonadotrofinas (preparações de FSH e LH que agem diretamente sobre o ovário, promovendo o desenvolvimento folicular). 
Nas pacientes do Grupo I da OMS, a terapia com gonadotrofinas, tanto com FSH como com LH, é necessária para o desenvolvimento folicular e ovulação. As pacientes do Grupo II da OMS podem responder ao citrato de clomifeno. O tratamento com FSH é normalmente reservado para aquelas que não respondem a clomifeno. 

A IO é usualmente combinada com a relação sexual programada temporalmente ou com inseminação artificial (também chamada de inseminação intra-uterina: IIU) com a finalidade de aumentar a probabilidade de fertilização bem-sucedida. Se a concepção não acontecer após aproximadamente três a cinco ciclos com citrato de clomifeno e novos três a cinco ciclos com tratamento com gonadotrofina, a paciente pode ser encaminhada para ART. O número de cursos de tratamento com citrato de clomifeno/gonadotrofina está relacionado ao tipo de infertilidade, ao resultado das investigações e aos esquemas de reembolso praticados em cada país.

FSH é efetivo na estimulação ovariana. As injeções de gonadotrofina coriônica humana (hCG) são usadas em conjunção com o FSH para provocar a liberação do ovo (hCG é dado para mimetizar o pico natural de LH). Medicação adjunta adicional para a terapia com FSH são os análogos sintéticos do hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH), que agem suprimindo os ovários. No seu estado suprimido, os ovários são mais receptivos à terapia com FSH e ovos de melhor qualidade são conseqüentemente produzidos. Isso é particularmente útil para as mulheres com PCOD (Polycystic Ovary Disease) que não respondem ao FSH isoladamente.

Bromocriptina é um agente útil no tratamento de hiperprolactinemia, uma condição em que há excesso do hormônio prolactina no sangue. Essa condição resulta na supressão da liberação do GnRH, contribuindo para a anovulação.



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Last updated: 06/11/2008
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