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Gravidez

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Alterações Hormonais na Gravidez

A placenta é um órgão altamente vascular, que se desenvolve ao longo das primeiras semanas de gravidez para fornecer oxigênio, nutrientes e outras substâncias ao feto. A placenta também produz hormônios que são importantes para manter a gravidez. Os quatro principais hormônios produzidos pela placenta são hCG, progesterona, estrógenos e lactogênio placentário humano (human placental lactogen,  HPL).

Gonadotrofina Coriônica Humana (Human Chorionic Gonadotropin, hCG)

O  hCG é importante no início da gravidez. Ele serve para manter o corpo lúteo até que a placenta seja capaz de assumir completamente a secreção da progesterona e dos estrógenos.

Progesterona

A progesterona ajuda na implantação do embrião, dá suporte e espessa o endométrio. Além disso, a progesterona age estimulando o desenvolvimento das glândulas mamárias envolvidas na produção de leite. Acredita-se também que a progesterona desempenhe um papel na supressão da resposta imunológica materna aos antígenos fetais. A progesterona é produzida pelo corpo lúteo no início da gravidez. Por volta da sétima semana de gravidez, a progesterona está sendo produzida tanto pelo corpo lúteo quanto pela placenta. Em torno da semana 12, a secreção de progesterona é totalmente realizada pela placenta. Ao final da gravidez, acredita-se que a progesterona desempenhe um papel no parto, o processo que leva ao nascimento.

Estrógeno

Os estrógenos estimulam o crescimento uterino durante a gravidez para dar suporte ao feto em crescimento. Os estrógenos também servem para estimular o crescimento das mamas. Durante a gravidez, os níveis de estrona e estradiol aumentam para aproximadamente 100 vezes os níveis normais e os níveis de estriol aumentam cerca de mil vezes.

Lactogênio Placentário Humano (Human Placental Lactogen, HPL)

HPL é o hormônio que serve para estimular o crescimento e o desenvolvimento do tecido mamário na preparação da lactação. Desempenha também um papel no metabolismo durante a gravidez.

Lactação

A oxitocina é o hormônio liberado da pituitária posterior. O papel desse hormônio não está muito claro, mas está relacionado com o início do parto e faz com que o útero se contraia até o seu tamanho anterior. Ele também exerce uma ação importante na indução da secreção do leite nas mamas durante a lactação (isto é, ele faz com que as mamas ejetem leite).
O hormônio prolactina é liberado pela pituitária anterior. A prolactina parece agir diretamente sobre os tecidos-alvo sem estimular outras glândulas e, como as gonadotrofinas, está muito relacionada com o controle da reprodução. A prolactina, no indivíduo do sexo feminino, estimula a mama a produzir leite. Quando está presente em grandes quantidades, ela também inibe a ovulação e o ciclo menstrual.

Após o parto, a secreção desses dois hormônios é estimulada pela ação da sucção do bebê sobre a mama. Quando o bebê é posto para mamar pela primeira vez, ele recebe um líquido espesso denominado colostro, que é particularmente rico em proteínas, inclusive anticorpos maternos, que ajudam a proteger o bebê recém-nascido de infecções. O verdadeiro leite não aparece até dois ou três dias após o nascimento. O bebê, ao sugar a mama, estimula a produção de leite, de modo que as mamas ajustam-se às demandas do bebê; a produção de leite aumenta gradualmente à medida que o bebê cresce e quer mais.

Menopausa

O envelhecimento dos ovários resulta em uma insuficiência gradual de resposta dos folículos ao estímulo com FSH e a secreção de estrógeno declina. À medida que o nível de estrógeno cai, a glândula pituitária aumenta a produção de FSH (climatério). 

Por volta da mesma época, o pico de LH do meio do ciclo é perdido e ciclos menstruais anovulatórios ocorrem. À medida que a função ovariana declina, a ovulação cessa completamente. A ausência de corpo lúteo resulta em uma redução na secreção de progesterona e, eventualmente, os níveis de estrógeno tornam-se tão baixos que o sangramento menstrual torna-se irregular e, finalmente, cessa. Neste ponto, os níveis de FSH estão muito altos. Devido a isso, o FSH foi, até recentemente, extraído da urina de mulheres pós-menopausadas para fazer preparações de FSH/hMG usadas no tratamento de infertilidade.

Os sintomas de menopausa estão relacionados aos níveis de estrógenos em queda e à liberação associada da função pituitária. O aumento na secreção de FSH pode estar associado a um aumento na secreção de alguns dos outros hormônios pituitários, incluindo o hormônio tireóide-estimulante (TSH) e o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).

Um aumento no TSH em associação com o desequilíbrio entre estrógeno e gonadotrofinas, freqüentemente, resulta em fogachos e sudorese excessiva, devido à instabilidade vasomotora. A labilidade emocional pode também estar relacionada ao efeito do TSH em seus órgãos-alvo. Um aumento no ACTH resulta principalmente em uma secreção excessiva de andrógenos adrenocorticais, o que causa hirsutismo (particularmente observável na face).

A insuficiência na produção de estrógeno, independente de seus efeitos indiretos através da pituitária, reflete-se primariamente sobre os órgãos sexuais secundários. As mamas tornam-se menores e perdem sua forma, a vulva e tecidos vaginais tornam-se menos vasculares e seu epitélio mais suscetível a lesão e infecção. Pode ocorrer vaginite atrófica com lacerações, dor e sangramento. Ovário e útero se atrofiam e o endométrio desaparece completamente.

Os baixos níveis de estrógeno após a menopausa podem também estar associados com osteoporose, com resultante enfraquecimento dos ossos que sustentam o peso, particularmente as vértebras e o colo do fêmur.

A maior parte dos sintomas associados com a menopausa pode ser melhorada por terapia de reposição hormonal prolongada. 



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Last updated: 14/05/2008
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