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Abortamento: Perda espontânea de um embrião viável ou feto no útero.

Andrógeno: Hormônio que estimula a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e promove o desenvolvimento das características sexuais masculinas. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo feminino.

Contagem de espermatozóides: O número de espermatozóides em uma ejaculação. Também chamada concentração de espermatozóides e expressa como o número de espermatozóides por mililitro.

Corpo lúteo: Uma estrutura que se forma no local de um folículo ovariano após este liberar um ovo. O corpo lúteo libera estrógeno e progesterona, dois hormônios necessários para a manutenção da gravidez; se esta acontece, o corpo lúteo funciona por cinco ou seis meses; se não acontece, ele pára de funcionar.

Criopreservação: Muitos centros de ART têm condições de preservar embriões para uso futuro. Uma vez congelados e armazenados, os embriões permanecem viáveis por longo tempo e a criopreservação permite que alguns deles sejam usados num ciclo de ART e outros sejam armazenados para uso posterior, em um ciclo sem estimulação hormonal.

DNA recombinante: DNA que foi modificado de modo que contenha genes provenientes de duas fontes diferentes. A tecnologia recombinante é freqüentemente utilizada para produzir medicamentos terapêuticos altamente puros.

Embrião: Termo usado para descrever os estágios iniciais do crescimento fetal, a partir da concepção até a oitava semana de gravidez.

Especialista em fertilidade: Médico, normalmente ginecologista, que se especializou na área de fertilidade. O American Board of Obstetrics and Gynecology certifica como tendo uma subespecialidade em Ginecologia-Obstetrícia aqueles que recebem treinamento extra em Endocrinologia Reprodutiva (o estudo dos hormônios) e infertilidade.

Espermatozóides: A célula microscópica que carrega a informação genética do indivíduo do sexo masculino para o ovo proveniente do indivíduo do sexo feminino; a célula reprodutiva masculina; o gameta masculino.

Esterilidade: Uma condição irreversível que impede a concepção.

Estrógeno: Hormônio que estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e controla o curso do ciclo menstrual. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo masculino.

Fertilização: A combinação do material genético presente em espermatozóide e ovo para criar um embrião. Normalmente ocorre dentro da tuba uterina (in vivo), mas também pode ocorrer em uma placa de Petri (in vitro). (Veja também Fertilização In Vitro.)

Fertilização In Vitro, FIV (In Vitro Fertilisation, IVF): A FIV é o procedimento de ART mais amplamente utilizado e de fato resolve vários distúrbios da fertilidade, particularmente problemas de tubas uterinas e deficiências dos espermatozóides. A FIV é um processo de quatro etapas. Na primeira delas, o hormônio folículo-estimulante (FSH) é utilizado para estimular o crescimento do maior número de óvulos possível. Tal desenvolvimento múltiplo aumenta as chances de fertilização e de gravidez. Na segunda etapa, o hCG é usado para estimular a liberação dos óvulos maduros, que são coletados dos ovários, por via vaginal, utilizando-se uma agulha fina visualizada por ultra-som. Na terceira etapa, os óvulos são transferidos para uma placa no laboratório, na qual são colocados juntamente com os espermatozóides para que ocorra a fertilização. Na etapa final, alguns óvulos fertilizados ou embriões são transferidos para o interior do útero.

Fibroma: Tumor benigno (não-maligno e que não determina risco de vida) de tecido fibroso que pode ocorrer na parede uterina. Pode ser totalmente sem sintomas ou causar padrões menstruais anormais ou infertilidade.

Folículos: Sacos preenchidos por fluidos existentes no ovário, os quais contêm os ovos liberados quando da ovulação. A cada mês, um ovo se desenvolve dentro do ovário em um folículo.

Gameta: Uma célula reprodutiva. O espermatozóide em homens, o óvulo em mulheres.

Gonadotrofina Coriônica Humana (Human Chorionic Gonadotropin, HCG): O hormônio produzido no início da gravidez que mantém o corpo lúteo produzindo progesterona. Também é usado através de injeção para desencadear a ovulação após alguns tratamentos de fertilidade, sendo utilizado também em homens para estimular a produção de testosterona.

Gonadotrofinas: Hormônios que controlam a função reprodutiva: Hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH).

Hipogonadismo: Função ovariana ou testicular inadequada, demonstrada pela baixa produção de espermatozóides ou pela ausência da produção do folículo, assim como por níveis baixos ou ausentes de FSH e LH.

Histeroscopia: Exame visual do útero, usando um instrumento chamado histeroscópio, que possibilita ao médico olhar dentro do órgão sem fazer uma grande incisão.

Hormônio folículo-estimulante (Follicle Stimulating Hormone, FSH): Hormônio pituitário que estimula o desenvolvimento folicular e a espermatogênese (desenvolvimento dos espermatozóides). Na mulher, o FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos. No homem, o FSH estimula as células de Sertoli nos testículos e dá suporte à produção de espermatozóides. Níveis elevados de FSH estão associados com insuficiência gonadal tanto em homens quanto em mulheres.

Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (Gonadotropin Releasing Hormone, GnRH): Uma substância secretada a cada noventa minutos ou em torno disso por uma parte do cérebro denominada hipotálamo. Esse hormônio faz com que a pituitária secrete LH e FSH, o que estimula as gônadas.

Hormônio Luteinizante (Luteinizing Hormone, LH): Hormônio pituitário que estimula as gônadas. No homem, o LH é necessário para a espermatogênese e para a produção de testosterona. Na mulher, o LH é necessário para a produção de estrógeno.

Implantação (Embrião): A inserção do embrião no interior do tecido de modo que ele possa estabelecer contato com o suprimento de sangue da mãe para sua nutrição. A implantação usualmente ocorre na camada que recobre internamente o útero; no entanto, em uma gravidez ectópica, pode ocorrer em outro local do corpo.

Indução de Ovulação: Tratamento médico realizado para iniciar a ovulação.

Infertilidade: A incapacidade de conceber após um ano de relações sexuais não protegidas (seis meses se a mulher tem mais de 35 anos de idade) ou a incapacidade de manter a gravidez até o termo.

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (Intracytoplasmic Sperm Injection, ICSI): Uma micromanipulação (ocorre sob microscopia), procedimento no qual um único espermatozóide é injetado diretamente no interior do óvulo para possibilitar a fertilização com contagens de espermatozóides muito baixas ou com espermatozóides não-móveis (espermatozóides que não nadam efetivamente em direção ao óvulo). O embrião é, então, transferido para o útero.

Inseminação Artificial (Artificial Insemination, AI): A inseminação artificial é o processo de introdução dos espermatozóides diretamente no interior da vagina ou no útero. Geralmente é indicada para casais com infertilidade masculina, como baixo volume de sêmen, baixa concentração ou motalidade diminuída dos espermatozóides. Mas a inseminação artificial também pode ser utilizada para tratar casos de infertilidade feminina, como problemas do muco cervical ou fatores imunológicos. É um procedimento relativamente simples e indolor, realizado no consultório médico. Numa técnica denominada inseminação intra-uterina (IIU), o médico insere os espermatozóides diretamente no interior do útero, próximo do momento da ovulação. Caso a mulher tenha muco cervical em pequena quantidade ou ausente, esse procedimento aumenta as chances de fertilização. Algumas vezes, mais de uma inseminação é realizada para garantir que a inseminação coincida com a ovulação.

Inseminação Intra-Uterina (Intrauterine Insemination, IUI): Procedimento no qual o médico coloca os espermatozóides diretamente no interior do útero através do colo usando um cateter.

Insuficiência Ovariana: A incapacidade do ovário de responder à estimulação do FSH proveniente da pituitária, devido a lesão ou malformação do ovário, ou a uma doença crônica, tal como uma doença auto-imune. É diagnosticada por FSH elevado no sangue.

Laparoscopia: Exame da região pélvica, usando um pequeno telescópio denominado laparoscópio.

Micromanipulação: Uma variedade de técnicas que podem ser realizadas em um laboratório sob microscopia. Um embriologista manipula o ovo e os espermatozóides para aumentar as chances de gravidez. (Veja Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides, ICSI.)

Motilidade dos espermatozóides: A capacidade dos espermatozóides de nadar. Motilidade deficiente significa que os espermatozóides têm dificuldade para nadar em direção ao ovo.

Ovulação: A liberação do ovo a partir do folículo ovariano.

Pico do Hormônio Luteinizante (Pico do LH): A liberação de hormônio luteinizante (LH) que causa liberação de um ovo maduro a partir do folículo.

Progesterona: O hormônio produzido pelo corpo lúteo durante a segunda metade de um ciclo da mulher. Ele espessa a camada de recobrimento interno do útero a fim de prepará-la para aceitar a implantação de um ovo fertilizado.

Recuperação do ovo: Um procedimento usado para obtenção de ovos a partir dos folículos ovarianos para uso em fertilização in vitro. O procedimento pode ser realizado durante laparoscopia ou através da vagina, utilizando-se uma agulha e ultra-sonografia para localizar o folículo no ovário.

Técnicas de Reprodução Assistida (Assisted Reproductive Technologies, ART): Alguns casais necessitam de procedimentos mais sofisticados, conhecidos como técnicas de reprodução assistida (ART, do inglês), que ajudam a unir o espermatozóide ao óvulo. ART representa uma esperança aos casais que não respondem aos outros tratamentos e envolve as mesmas terapias hormonais utilizadas na indução da ovulação, além de técnicas para aumentar a fertilização do óvulo pelo espermatozóide. Os procedimentos mais comuns de ART são: Gonadotrofinas e hCG, transferência embrionária para cavidade uterina, aspiração dos folículos, óvulos aspirados, obstrução tubária e FIV pré-embrião.

Testosterona: O hormônio masculino responsável pela formação de características sexuais secundárias e que dá suporte à estimulação sexual. A testosterona também é necessária para a espermatogênese (desenvolvimento dos espermatozóides).

Transferência de blastocisto: Desenvolvida nos anos 90, é uma tecnologia na qual, da mesma forma que na FIV tradicional, após a coleta os óvulos são transferidos para uma placa no laboratório, na qual são colocados junto com os espermatozóides. Ocorrendo a fertilização, os embriões resultantes desenvolvem-se por cinco dias, até que atinjam o denominado "estágio de blastocito". Os embriões com maior potencial para implantação são inseridos de volta ao útero. Com esse método, apenas os embriões com maiores chances de sobrevivência são inseridos, reduzindo-se também o número de gestações múltiplas.

Transferência de embrião: Colocação de um ovo, que foi fertilizado fora do útero, no interior do útero ou da tuba uterina de uma mulher.

Transferência Intrafalopiana de Gameta (Gamete Intrafallopian Transfer, GIFT): Após a recuperação do ovo, os ovos são postos junto com os espermatozóides e, então, colocados, utilizando um procedimento cirúrgico de pequena monta (laparoscopia), no interior das tubas uterinas para a fertilização in vivo.

Tratamento de fertilidade: Qualquer método ou procedimento utilizado para aumentar a fertilidade ou a probabilidade de gravidez, tais como o tratamento de indução da ovulação, correção de varicocele (reparação de veias varicosas no saco escrotal) e microcirurgia para correção de tubas uterinas lesadas. A meta do tratamento de fertilidade é ajudar os casais a ter filhos.

Tubas uterinas: Ductos através dos quais os ovos passam até chegar ao útero, após serem liberados do folículo. Os espermatozóides normalmente encontram o ovo na tuba uterina, local em que a fertilização usualmente acontece.

Ultra-sonografia: Exame utilizado no lugar dos raios X para visualizar os órgãos reprodutores; por exemplo, para monitorizar o desenvolvimento folicular.

Vasectomia: A separação cirúrgica acidental ou eletiva dos vasos deferentes; procedimento usado para controle de natalidade.




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Last updated: 14/05/2008
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