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Preocupações

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Questões Financeiras
Visão Geral (Esta visão varia muito de
país para país)
Até recentemente, os custos financeiros do
tratamento de infertilidade não eram uma grande sobrecarga para os
sistemas de cuidados de saúde nacionais, porque apenas um espectro
limitado de tratamentos estava disponível. No entanto, dois fatores
principais agora estão fazendo pressões financeiras consideráveis
sobre esses sistemas de cuidados de saúde:
- O advento da Tecnologia de Reprodução
Assistida (Assisted
Reproductive Technology, ART), que tornou possível para muitos
mais casais subférteis serem tratados.
- Expectativas e percepções desenvolvidas pelas
pessoas (especialmente no mundo desenvolvido) de que elas têm o
'direito' de ter um filho.
Já que a maioria das companhias de seguro e
outros pagadores de cuidados de saúde privados impõem limites
financeiros rígidos aos tratamentos de infertilidade, em países nos
quais o fornecimento de cuidados de saúde é de acesso privatizado,
o tratamento de infertilidade depende principalmente da capacidade
do casal de pagar por ele.
Nos países em que há um sistema de cuidados de
saúde nacionalizado ou um esquema de seguros estadual, o
advento da ART causou dilemas reais para todos aqueles que tentam
administrar a alocação de orçamentos limitados para cuidados de
saúde. O advento de tratamentos, como FIV e ICSI, por si só aumenta
a demanda de tratamento de infertilidade, já que os casais que
previamente pensavam que não podiam ser ajudados agora procuram
realizar seu desejo de ter um filho. A maioria das cidades agora
tem clínicas de infertilidade privadas e sofisticadas.
O problema para os governos e sistemas de cuidados de saúde
nacionais permanece em relação ao que fazer com aqueles que não
podem pagar:
- Se todos os casais menos afortunados são
tratados apropriadamente pelo sistema de saúde nacional, então
casais em melhores condições (que pagam para o sistema nacional
através de suas taxas) não verão razões pelas quais devam pagar
pelo tratamento privado.
- Por outro lado, se o acesso a tratamento de
casais menos afortunados é restringido por limites estritos de
idade e longas listas de espera, então o sistema de cuidados de
saúde arrisca-se a receber as críticas de que tem 'uma forma de
tratamento para o pobre e outra para o rico'.
Além disso, o custo do tratamento de
infertilidade tem que ficar equilibrado em relação às demandas de
avanços tecnológicos e terapêuticos em outros campos da
Medicina.
Nenhum desses problemas foi resolvido até o momento e, portanto, o
fornecimento do tratamento de infertilidade à custa de verbas
públicas varia muito de país para
país, e mesmo de região para região dentro de um
país. Algumas autoridades de saúde tomaram uma decisão grosseira,
visando não financiar o tratamento de infertilidade: isso significa
que o acesso a tratamento pode ser determinado de acordo com o
local em que a paciente vive. Em outros casos, o tratamento é
limitado pela disponibilidade de dinheiro: isso significa que se a
infertilidade é diagnosticada após um certo ponto no ano
financeiro, o casal pode ter que esperar por um novo ano, antes de
eles poderem ser avaliados.
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